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CENTENO: "TRABALHADORES DA CGD VÃO TER TRATAMENTO DE REMUNERAÇÕES E CARREIRA COMO NOS OUTROS BANCOS"
2016-06-09
NEGÓCIOS ONLINE

MARIA JOÃO GAGO | mjgago@negocios.pt | 09 Junho 2016, 13:13


Os trabalhadores da CGD vão voltar a ter salários e progressões de carreira concorrenciais com a situação da generalidade dos bancários. A garantia foi dada pelo Ministro das Finanças em declarações aos jornalistas. Mário Centeno não adiantou quando haverá mudanças.

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Os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos vão deixar de estar sujeitos aos limites salariais e de progressão na carreira impostos pelo Orçamento do Estado. A garantia foi dada esta quinta-feira pelo Ministro das Finanças.

"O objectivo face aos trabalhadores da CGD é que tenham um tratamento em termos de remunerações e carreiras em concorrência com o dos trabalhadores dos restantes bancos", garantiu Mário Centeno, em declarações aos jornalistas.

O ministro recusou adiantar em que data será concretizada esta alteração, revelando que o fim dos limites impostos aos trabalhadores será consagrado "no plano de reestruturação" definido pela nova administração liderada por António Domingues.

Não ficou claro se será necessário esperar pelo Orçamento do Estado de 2017 para que os trabalhadores da Caixa possam deixar de estar sujeitos aos cortes salariais e ao congelamento da progressão na carreira.

O anúncio do Ministro das Finanças foi efectuado depois de na quarta-feira o Conselho de Ministros ter aprovado o fim dos limites salariais à gestão do banco público.

A este propósito, o ministro revelou que a nova gestão da CGD vai ter salários "alinhados com a realidade dos outros bancos", revelou Mário Centeno aos jornalistas, acrescentando que os salários da nova gestão vão ser fixadas por uma comissão de remunerações, cuja "decisão alinhará os salários da CGD com o que é a realidade dos outros bancos".

Mário Centeno justificou assim a decisão, aprovada esta quarta-feira em Conselho de Ministros, de retirar a CGD dos tectos salariais impostos pelo Estatuto do gestor Público (EGP). Aliás, como sublinhou o ministro, na Caixa, actualmente "como a administração da CGD tem uma remuneração equivalente ao rendimento médio dos últimos três anos [regime de excepção previsto no EGP], os salários não têm limite".

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