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OCDE: "SOLVÊNCIA DOS FUNDOS DE PENSÕES E DAS SEGURADORAS É PREOCUPANTE"
2015-06-25
JORNAL DE NEGÓCIOS

Por Paulo Moutinho - Jornal de Negócios


O contexto de baixas taxas de juro aliado às promessas feitas aos investidores de retornos elevados, colocam um sério desafio à solvência do que a OCDE identifica como “banca paralela”.

Os fundos de pensões, mas também as companhias seguradoras do ramo vida, enfrentam um sério desafio, alerta a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) no primeiro relatório sobre negócios e finanças. Diz que a solvência é "preocupante", isto tendo em conta as promessas de taxas altas feitas aos investidores num período de juros em mínimos históricos.
 
"Na raiz do problema está uma série de promessas implícitas que foram feitas aos investidores e que é pouco provável que venham a ser cumpridas devido à ausência de alterações de âmbito estrutural e de uma melhor regulação", diz a OCDE. "Assim sendo, as perspectivas relativamente à situação dos fundos de pensões e das empresas de seguros de vida em termos de solvência são preocupantes", refere.
 
No "OECD Business and Finance Outlook 2015", referindo-se aos fundos de pensões e às seguradoras como "banca" paralela, a OCDE diz que "na medida em que as suas promessas estão associadas a parâmetros dinâmicos ou podem ser ajustadas à nova conjuntura de taxas de juro baixas, inflação e crescimento reduzidos, estas instituições podem conseguir superar a situação".
 
Contudo, "há uma preocupação muito concreta em termos das perspectivas financeiras caso estas instituições se envolvam fortemente numa ‘procura de rendimentos’ excessiva para satisfazerem quaisquer promessas de garantias fixas que possam ter feito quando as taxas de juro eram mais altas". Assim, "os reguladores e decisores políticos devem manter-se vigilante.

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