Quinta-Feira, 21 de Setembro de 2017

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GOVERNO NÃO TEM CONDIÇÕES PARA GOVERNAR, DIZ A CGTP
2015-03-08
JORNAL DE NEGÓCIOS

O secretário-geral da CGTP disse, este sábado, que a coligação PSD/CDS-PP não tem condições para continuar a governar referindo-se diretamente às questões relacionadas com a situação fiscal do primeiro-ministro.

"Um Governo que tem um primeiro-ministro destes e um vice-primeiro-ministro que tornou revogável uma demissão que antes era irrevogável, não tem condições políticas, éticas e morais, para continuar a governar", disse Arménio Carlos perante os manifestantes que participaram na marcha da CGTP em Lisboa.

Arménio Carlos afirmou que o governo tem um primeiro-ministro que faz da mentira uma "dama de companhia", com promessas eleitorais que foram lançadas para um "saco sem fundo" e que depois tem "falhas de memória" sobre os rendimentos auferidos para, acusou, não pagar os próprios impostos.

"É o exemplo acabado de quem não merece as responsabilidades que ainda exerce e do falso moralista que não tem para consigo próprio o mesmo rigor que impõe aos outros", acrescentou o dirigente da CGTP no discurso perante os manifestantes que encheram a zona dos Restauradores, em Lisboa, criticando diretamente o apoio de Cavaco Silva ao Executivo de Passos Coelho.

"Só o apoio e ação do Presidente da República, colocando os interesses partidários à frente da Constituição da República e da vontade do povo, permite que este Governo, descredibilizado politicamente e isolado socialmente, continue em funções", afirmou.

Para o secretário-geral da CGTP, os trabalhadores não esquecem os quatro anos de cortes "impiedosos" nos salários, nas pensões e prestações sociais, a redução no pagamento de horas extraordinárias, o trabalho gratuito em dia feriado e diminuição dos dias de férias.

Arménio Carlos acusou o governo pelo "flagelo da pobreza" que está a atingir a população e, em particular, as crianças, tendo-se referido igualmente à situação do desemprego e aos cortes dos salários e das pensões.

"É este o sucesso da política de direita: fabricar pobres à velocidade do enriquecimento de uma minoria e violentar os direitos fundamentais de muitos, para manter e incrementar as regalias de poucos", disse criticando a política de privatizações do governo.

"Afinal quem ganhou com a privatização da EDP, da GALP ou da REN, que têm lucros colossais à custa dos preços que pagamos pela energia e combustíveis?", questionou o secretário-geral da CGTP, referindo-se também aos processos da PT e da banca.

Para a CGTP é necessária uma política que assegure o aumento geral dos salários e das pensões de reformas que dinamize a contratação coletiva, valorize as profissões e carreiras profissionais, respeite as 35 horas de trabalho na Administração Pública.

Arménio Carlos disse ainda que o recente relatório da Comissão Europeia é "revelador do desastre" da política do Governo e da "troika" (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e União Europeia) e "elucidativo do cinismo" com que uns e outros conduzem os processos.

"Portugal passa assim, de um falso exemplo de alegado sucesso do 'memorando da troika' com vista a chantagear a Grécia, para um rotundo fracasso colocado na lista negra dos países vigiados e controlados", disse acrescentando que a Comissão Europeia está a preparar-se para retomar a proposta de alteração da diretiva do tempo de trabalho.

A Jornada Nacional de Luta da Intersindical decorreu hoje de forma descentralizada, com manifestações e concentrações em todos os distritos do país sob o lema: Romper com a política de direita! Construir uma alternativa de Esquerda e Soberana!

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Fotografia: MIGUEL A. LOPES / LUSA
Protesto da CGTP este sábado em Lisboa