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PERDAS COM O GES PENALIZAM RESULTADOS DA CGD NO TERCEIRO TRIMESTRE
2014-10-31
NEGÓCIOS ONLINE

por Sara Antunes | saraantunes@negocios.pt,
Maria João Gago | mjgago@negocios.pt

O banco estatal registou lucros no acumulado dos primeiros nove meses do ano, mas o terceiro trimestre isolado foi negativo, devido às provisões e imparidades relacionadas com empresas do Grupo Espírito Santo.

A Caixa Geral de Depósitos terminou os primeiros nove meses do ano com um lucro de 55,5 milhões de euros, o que representa uma melhoria significativa face aos prejuízos de 283,5 milhões de euros registados em igual período do ano passado, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira, 31 de Outubro, pela CGD em comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Contudo, nos primeiros seis meses do ano, o banco estatal tinha registado um lucro de 129,9 milhões de euros. Pelo que, os números dos três meses terminados em Setembro pesaram fortemente nos resultados da CGD. A contribuir para esta evolução estiveram as imparidades de crédito registadas com empresas do GES.

As imparidades do crédito aumentaram em 20% para um total de 570,01 milhões de euros, "em consequência de factores conjunturais de carácter não recorrente, parte dos quais com reflexo muito importante na actividade internacional." A instituição financeira não explica a que se referem estes valores, mas o Negócios sabe que em causa estão créditos a empresas do GES.

Ainda assim, no total, as provisões e imparidades da CGD diminuíram em 13,1% no acumulado dos nove meses para 580,8 milhões de euros.

Em termos operacionais, a CGD registou melhorias. A margem financeira alargada cresceu 26,2% para 779,9 milhões de euros no acumulado do ano e o produto da actividade bancária aumentou 10,4% para 1,37 mil milhões de euros, quando comparado com igual período do ano passado.

O rácio de solvabilidade CET1, em fase de implementação, melhorou de 10,7%, em Dezembro de 2013, para 11,7% em Setembro deste ano.

A CGD conseguiu reduzir para cerca de metade o valor do financiamento através do Banco Central Europeu (BCE). Em Dezembro do ano passado, a dependência do banco estatal à autoridade monetária encontrava-se em 6,3 mil milhões de euros. Em Setembro deste ano, o valor foi reduzido para 3,1 mil milhões.

No que se refere aos recursos de clientes, os depósitos aumentaram 3,8% em termos homólogos para 69,7 mil milhões de euros, um valor que terá beneficiado dos problemas que ocorreram no BES.

Já no financiamento, a CGD reduziu os empréstimos em 4,9% para 71,9 mil milhões de euros. Na actividade nacional, o financiamento à economia diminuiu 7% para 55 mil milhões, sendo que quer ao nível das empresas quer de particulares se verificou uma descida.

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