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ESPANHA AFUNDA CONTAS DO BANCO PÚBLICO PORTUGUÊS
2014-02-15
CORREIO DA MANHÃ

15 de Fevereiro 2014

Por: Diana Ramos

Banco público volta a agravar prejuízos para 576 milhões de euros. Em 2013, saíram do banco 500 trabalhadores em Portugal e 250 no país vizinho.

A reestruturação em Espanha voltou a pesar nas contas da Caixa Geral de Depósitos (CGD), arrastando o banco público para um prejuízo de 576 milhões de euros em 2013. No total, saíram da instituição cerca de 750 trabalhadores. No país vizinho houve um corte de 250 funcionários e o encerramento de 60 balcões.
 

"Tivemos prejuízos em 2011, 2012 e apresentamos mais um prejuízo em 2013, mas estamos agora em melhores condições", garantiu o presidente executivo da CGD, José de Matos. Para o banqueiro, os prejuízos de 2013 são sobretudo justificados por "um temporário problema de rentabilidade". Só em Espanha, o banco público registou um prejuízo de 182,5 milhões de euros, sendo que mais de metade desse valor resulta de provisões. A reestruturação em si custou ao banco 41,5 milhões de euros e obrigou à saída de 250 trabalhadores e ao encerramento de 60 balcões.
 

Em Portugal, a orientação foi também no sentido da redução. "Fechámos 60 agências e reduzimos o pessoal ao serviço em cerca de 500 pessoas, sem recurso a despedimentos", frisou José de Matos. O elevado montante de provisões registado continua a ter impacto nos resultados anuais.

No total, o banco registou 1125 milhões para imparidades, 818 dos quais para eventuais perdas com crédito. Só a análise do Banco de Portugal à carteira de crédito obrigou a um reforço de 80 milhões. José de Matos revelou ainda que o banco recebeu 1984 imóveis em dação, tendo agora um total de 5687 casas resultante de crédito malparado.

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A administração da CGD apresentou ontem os resultados negativos do banco público
 

Foto: João Miguel Rodrigues