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CGD CORTA PERDAS PARA UM QUARTO NO TERCEIRO TRIMESTRE
2017-10-27
PÚBLICO

CRISTINA FERREIRA - 27 de Outubro de 2017, 18:12


Banco público registou diminuição dos prejuízos de 189 milhões de euros para 47 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.

Entre Janeiro e Setembro de 2017, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou resultados líquidos negativos de 47 milhões de euros, o que compara com prejuízos de 189 milhões de euros um ano antes, anunciou o banco público esta sexta-feira, 27 de Outubro.

Com prejuízos de 47 milhões de euros no terceiro trimestre do ano o banco público pode provisionar custos não recorrentes de 595 milhões de euros.

A margem financeira aumentou 18% no período em análise, para 983 milhões de euros. Este ano, a margem financeira passou de 326 milhões no primeiro trimestre, para 330 milhões no segundo trimestre, para encerrar o período de Julho a Setembro nos 327 milhões de euros.


Os resultados provenientes de operações financeiras foram de 301 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, contra 44 milhões de euros negativos um ano antes. As comissões líquidas aumentaram 2%, para 342 milhões de euros.

O presidente da CGD, Paulo Macedo, abriu a conferência de imprensa de divulgação das contas trimestrais da CGD, a sublinhar que se verifica "uma execução da eficácia do plano estratégico", que herdou do seu antecessor António Domingues. E salientou que depois da recapitalização pública o rácio de capital ficou em 13%, acima do esperado e do patamar recomendado pelo BdP.

Sobre a plataforma de resolução do crédito mal-parado, de empresas em situação de incumprimento, mas economicamente viáveis, o CEO referiu que está em fase de 'tratamento logístico". A CGD admite transferir algumas dezenas de operações (de empresas com dívidas entre 50 milhões e 5 milhões), ainda que estas continuem contabilizadas no balanço. E só saem da carteira de “NPL” quando a dívida começar a ser paga.

Macedo avançou ainda que a CGD partilha com o BCP e o Novo Banco entre 900 e 700 operações de empresas com dívidas naquela dimensão (entre 50 milhões e cinco milhões). Mas nem todas irão ser abrangidas pela plataforma criada pelos três maiores bancos do sistema.

"Há uma redução do crédito às grandes empresas na CGD e em todos os bancos que fizeram a limpeza de balanço, e há uma outra componente que diz respeito à venda de crédito", explicou Paulo Macedo, interpelado pela queda da carteira de crédito às empresas e à habitação. O CEO diz que a CGD está a crescer no crédito às PME e no crédito hipotecário mas que não chega para compensar o que tem sido abatido.

Paulo Macedo acredita que no próximo ano a CGD terá resultados positivos.


Menos 298 colaboradores até Setembro

De acordo com os dados agora publicados, a CGD fechou o mês de Setembro com 8570 colaboradores, menos 298 do que em Dezembro de 2016.

"Já saíram da CGD 298 trabalhadores e há muitos outros que já manifestaram intenção de o fazer, mas ainda estão em funções ", adiantou Paulo Macedo. O objectivo final é que a redução do quadro de pessoal seja de 550 trabalhadores.

Até esta altura, a CGD já fechou 64 agências na operação doméstica, totalizando agora 588 balcões.

 

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Fotografia: MIGUEL A. LOPES