Sábado, 18 de Novembro de 2017

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INFORMAÇÃO STEC
A CGD E PORTUGAL
2017-10-16
COMUNICADO 09

Sempre se disse que a história da CGD e de Portugal se confundiam.
Tão evidente foi, ao longo de contínuas gerações, o seu caminho paralelo e a sua mútua identificação.

Hoje a vida mostra que Portugal e a CGD trilham caminhos bem diferentes.
Confrontemos as evidências:



Portugal

Um país onde se constata uma evidência - estão em alta as expectativas dos trabalhadores.
Expectativas que, obviamente, resultam das notícias de mais criação de emprego, alterações positivas no IRS, recuperação de salários e pensões de reforma, aumento das exportações, etc. A proposta de Orçamento de Estado para 2018 que, para além de confirmar tudo isto, vem ainda repor as Carreiras Profissionais na Função Pública e reconhecer o tempo de serviço prestado no período da troika, reforça ainda mais esta expectativa positiva.


CGD

Uma Empresa em que – estão cada vez mais em baixa as expectativas dos trabalhadores.
Este estado de espírito, situação anómala e inexplicável, é o resultado de uma sucessão de factos com que os trabalhadores se confrontam no seu dia-a-dia, nomeadamente:

  • A não atualização dos salários e das reformas, que já se arrasta desde 2010;
  • O anúncio de que o tempo de 2013 a 2016 não conta para os trabalhadores da CGD;
  • O facto dessa posição da Administração suspender as promoções a que têm direito;
  • A alteração abrupta do pagamento do Subsídio de Almoço, que vigorava desde há 40 anos;
  • O assédio moral de que os trabalhadores das Agências são vítimas, sendo pressionados a trabalhar cada vez mais horas (sem nada receberem), para atingirem objetivos humanamente impossíveis, forçados a prestar serviço em várias Agências deslocando-se nas suas próprias viaturas, mas sem lhes pagarem as respetivas despesas a que têm direito;
  • A forma como são tratados por certas hierarquias, que não olham a meios para atingirem os fins, com ameaças diretas ou veladas, nomeadamente na sequência da implementação dos programas de reforma antecipada e de rescisão por mútuo acordo;
  • O recente anúncio pela CGD, de que vai denunciar o Acordo de Empresa, em vigor desde 29 de janeiro de 2016, que livremente negociou e assinou com o STEC.

Estes são apenas alguns exemplos da situação dramática que vivem os trabalhadores da CGD, em resultado de uma política que, ao arrepio de um claro sinal de alívio e esperança que é transmitido ao país, são confrontados com uma prática que parece pretender perpetuar na Empresa o clima que se viveu em Portugal durante os anos da troika – uma espécie de troika para além da troika.


Ora, nós não aceitamos isso. Já pagámos, como todos os outros trabalhadores, com enorme sacrifício das nossas vidas e das nossas famílias, o resultado de políticas erradas que nos impuseram durante anos.
Por isso, não aceitamos que, fora do contexto e do quadro político da governação do país, nos queiram continuar a castigar por situações a que somos totalmente alheios!


É tempo de levantar a cabeça e mostrar que não aceitamos discriminações.


Todos nos preocupamos com a CGD e com o seu futuro e todos queremos ajudar. Mas os trabalhadores exigem ser tratados num quadro de respeito e de dignidade, que merecem.


A Empresa só progride se valorizar os seus trabalhadores, se os motivar, se os souber ganhar para o momento difícil que atravessa. Mas tal, não se resolve à ”paulada”! Uma coisa é impor, amedrontar, dividir, penalizar…

Outra bem diferente é convencer, de forma inteligente, pelo diálogo e com respeito, premiando o esforço e enaltecendo os contributos de tanta gente que, em condições tão adversas, todos os dias se esforça e dá a cara pela sua (nossa) CGD.



Só pode ser este o caminho…o rumo certo!

Todos temos de lutar para que assim seja!



A Direção

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