A CGD entrou em 2017, tal como em 2016, sob o mesmo signo - uma Administração de recurso, limitada no número de membros e na sua gestão!
Apesar da repetição desta situação absurda e lamentável, há agora razões objetivas para a poder encarar com outros olhos e com outro ânimo.
De facto, o Orçamento de Estado de 2017 veio abrir portas ao retorno à normalidade na CGD e nas Empresas do Grupo, com um conjunto de normativos que corrigem, no imediato ou faseadamente, diversas medidas gravemente lesivas dos trabalhadores, tomadas pelo anterior Governo.
Assim, é com uma expectativa de serenidade e confiança, tanto na aplicação das medidas do OE, como no diálogo a estabelecer com a futura Administração, que aguardamos pela sua tomada de posse e que encaramos o nosso trabalho em 2017.
Entendemos, no entanto, que antes de reunir com a Administração não faz qualquer sentido avançar com informações sobre a nossa leitura do OE 2017, quanto a várias questões, até agora injustamente bloqueadas – promoções, por antiguidade e mérito, trabalho extraordinário, trabalho noturno, subsidio de almoço, ajudas de custo...
Outra matéria que, obviamente, vamos colocar à próxima Administração é a questão salarial – os trabalhadores do Grupo CGD estão desde 2010 sem qualquer revisão salarial e esta situação gritantemente discriminatória face aos restantes trabalhadores bancários, não pode agora deixar de ser considerada e naturalmente corrigida.
Esta perspetiva não invalida que possamos desde já assumir que:
- Os trabalhadores que preenchiam condições para promoção em 31 de dezembro de 2012 e que não viram tais promoções consideradas a 1 de janeiro de 2013 (decisão da CGD que o STEC nunca aceitou e que inclusive tem em Tribunal) vão ver essas promoções asseguradas, mas com efeitos remuneratórios apenas a 1/1/2017;
- Os trabalhadores que, ao longo do ano de 2013, tinham direito a promoção por antiguidade vão ver esse direito reconhecido, mas apenas com efeitos remuneratórios em 2017 no mesmo mês em que deveria ocorrer em 2013.
Desejando a todos os trabalhadores do Grupo CGD e em particular aos associados do STEC, um ano de 2017 pleno de realização pessoal e profissional, alertamos para os tempos instáveis que vivemos, para as mudanças em curso, muito especialmente na nossa área de atividade, para os desafios que já se nos colocam e vão colocar e para a importância de estarem mais informados e organizados, de estarem sindicalizados!
A Direção do STEC
Comunicado_01_2017_website.pdf
