Após um longo período de instabilidade, em que a CGD foi o grande assunto na comunicação social com claros efeitos negativos na imagem da Empresa, a tomada de posse da nova Administração veio abrir um novo capítulo na vida da CGD e de todos os seus trabalhadores.
Consciente da importância desse facto e do papel que lhe cabe, como a organização sindical mais representativa dos trabalhadores da CGD, a Direção do STEC tem mantido contactos diretos com a nova Administração da CGD.
Nesse sentido, fizemos entrega ao Presidente do Conselho de Administração da CGD de um memorando, em que destacámos as questões que consideramos prioritárias para a CGD e para todos os que aqui trabalham. Nomeadamente:
- O regresso da CGD às suas origens, com a retoma empenhada de uma prática de rigor, confiança e credibilidade, que a continue a distinguir e prestigiar junto da população como o seu Banco de referência.
- A importância de ser reconhecido o papel determinante que os trabalhadores da CGD têm em toda esta nova dinâmica e a necessidade urgente da sua motivação, após o longo período de discriminação que lhes foi imposto, tanto em termos salariais (desde 2010) como na evolução das carreiras (desde 2013). Neste sentido, o STEC apresentou propostas de aumentos salariais e descongelamento de carreiras, de forma a retomar a normalidade.
- A exigência de ser revista a estrutura de custos da CGD e a disponibilidade do STEC para prestar o seu contributo neste domínio, com o apontamento das distorções que, na sua ótica, se verificam em diversas áreas.
Em resposta, a Administração da CGD explicou em detalhe as duas grandes prioridades de trabalho com que está confrontada:
- Medidas imediatas para a dinamização da atividade da CGD:
Uma especial atenção à área comercial; A reorganização das áreas de risco; A dinamização da recuperação de crédito. Como exemplo estimulante, a Administração referiu o bom funcionamento do Conselho de Crédito.
- Aumento de capital:
Em curso, uma avaliação interna rigorosa, com os meios da própria CGD, sobre o risco, garantias e imparidades, cujo objetivo é limpar o balanço e fortalecer a Empresa. Preparar exemplarmente a operação de mercado de 500 Milhões de Euros de dívida subordinada.
Nestas circunstâncias, a Administração informou que uma resposta às matérias apresentadas pelo STEC, está, na prática, impossibilitada nos próximos dois meses, mas comprometendo-se, imediatamente a seguir, a chamar o STEC para as tratar e resolver.
Quanto a um tema muito atual - a reestruturação da CGD e a redução de postos de trabalho – a Administração referiu que é uma matéria ainda não estudada, mas que será sempre realizada na base do diálogo e do respeito pela posição dos trabalhadores e que em circunstância alguma haverá quaisquer situações de despedimento.
Por último, a Administração informou já ter enviado ao Ministério das Finanças, duas propostas para legislação, visando afastar a CGD das regras a que estão sujeitas as empresas públicas, nomeadamente as que têm equiparado os trabalhadores da CGD a funcionários públicos.
Esta é uma matéria particularmente importante para os trabalhadores da CGD, que o STEC irá procurar acompanhar e reforçar diretamente junto do Governo.
Mantém-te atento e participativo!
Adere ao STEC!
Comunicado_06_2016_website.pdf
