Quinta-Feira, 23 de Novembro de 2017

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CGD – BASTA DE HIPOCRISIA E DE MISTIFICAÇÃO
2016-06-22
COMUNICADO 02

A recapitalização da CGD, passou a ser o assunto dominante no país, com os comentadores a atropelar-se nas opiniões, que na sua grande generalidade não têm passado de especulações gratuitas.


Com o intuito de repor a verdade dos factos, a Direção do STEC, a organização sindical maioritária na CGD, decidiu tomar posição sobre um assunto que está a afetar todos os que aqui trabalham.


Ora sendo a CGD um Banco de capital público, quem sempre o tutelou, lhe conferiu mandato e orientação, foi obviamente o Governo. Isto sendo inquestionável, remete-nos para algumas perguntas:

  • Quando a CGD adquiriu em Espanha os Bancos Simeon, Chase e Extremadura, decisão que nos últimos 20 anos levou a perdas de centenas de milhões de Euros (só em 2015, -94,2M€)... o Governo nada soube?
  • Quando a CGD comprou o Banco Bandeirantes do Brasil, numa operação que implicou um investimento demasiado pesado para a dimensão da CGD… o Governo terá sido alheio a esta decisão?
  • Quando a CGD apoiou o BCP, de Jardim Gonçalves, para lhe permitir a compra dos ativos financeiros de António Champalimaud e foi forçada a ficar com as seguradoras Império Bonança e Mundial Confiança... o Governo de nada sabia?
  • Quando a seguir, a CGD adquiriu um grande volume de ações do BCP e ficou a ser o maior acionista do Banco, num negócio desastroso que se estima para a CGD num prejuízo de mais de mil milhões de Euros... o Governo nada teve a ver com isso?
  • Quando a CGD alienou participações financeiras estratégicas e lucrativas na Cimpor, EDP, PT, e vendeu a FIDELIDADE e a CGD-Saúde… não o terá sido obrigada a fazer por decisão/orientação do Governo?
  • Quando a CGD concedeu um crédito de alto risco, de centenas de milhões de Euros a Joe Berardo para comprar ações do BCP, visando mudar a Administração deste Banco… o Governo de nada sabia?
  • Quando a CGD foi incumbida de gerir o BPN, após a sua nacionalização, o que implicou massivas injeções de capital para falhas de tesouraria, cujo montante se estima ter atingido mais de 5 mil milhões de Euros, estando ainda por pagar 3.200 M€… o Governo não acompanhou esta situação?

Apesar de todos estes factos, os rácios de capital da CGD em 31.Dez.2015 (rácios CET 1 e Tier 1- 10,87%, e Rácio Total - 12,29%) eram superiores aos mínimos regulamentares e idênticos aos do BPI (10,86%). Em 2017, à semelhança do que vai suceder com outros bancos, a CGD, por imposição do BdP e do BCE, terá de reforçar os capitais próprios de nível 1, em 1% (risco sistémico) e até 2,5% (reserva anticíclica).


Então porque se quer responsabilizar agora a CGD e quem aqui trabalha? Como é possível exigir à CGD um maior apoio à economia e a seguir falar em fecho de Balcões, redução de pessoal e despedimentos?


Como é que na atual situação da Banca, se consegue distinguir negativamente a CGD face à concorrência?
Porque se omite que a CGD entregou ao Estado milhares de milhões de euros dos lucros que obteve?
Porque não se fala da CGD, como um Banco de capital público que é também o maior Banco nacional?
Porque não se diz que a CGD é o Banco de referência dos portugueses e o mealheiro das suas poupanças?
Porque se ignora que a CGD tem um rácio de liquidez ímpar, de 146,4%, quando o BdP apenas exige 70%?
 

Compete à CGD intervir e moralizar o mercado bancário e ser a grande alavanca da economia!

Compete ao Governo definir as linhas de orientação a seguir pela gestão da CGD para o atingir!
 

20/06/2016
A Direção do STEC

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