Segunda-Feira, 20 de Novembro de 2017

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CONSELHO NACIONAL APROVA:
2014-04-16
COMUNICADO 03

CONSELHO NACIONAL APROVA:
Moção sobre a situação atual e o 25 de Abril
Relatório e Contas do STEC de 2013
 

O Conselho Nacional do STEC reuniu em 11 de Abril em Lisboa.
Em discussão esteve, no ponto prévio, a situação atual que se vive nos locais de trabalho do Grupo CGD e também as comemorações do 40º Aniversário do 25 de Abril. Sobre estes temas foi aprovada, por unanimidade, a Moção abaixo reproduzida.

No ponto da ordem de trabalhos foi ainda aprovado, também por unanimidade, o Relatório de Atividade e Contas do STEC de 2013.

 


MOÇÃO 

  • Considerando a difícil situação criada aos trabalhadores do grupo CGD, com a imposição de cortes salariais e congelamento de carreiras incompreensíveis e injustos;
     
  • Considerando que, para além das consequências dramáticas desta situação, os trabalhadores do Grupo CGD estão a ser confrontados com um ambiente de trabalho hostil, onde o assédio moral e as ameaças crescem de tom, inspirando o medo;
     
  • Considerando que esta realidade está ligada à evidente quebra de negócio do Grupo CGD resultante de uma economia em recessão, mas onde a gestão parece ter encontrado nos trabalhadores da base e nas hierarquias menores, os “bodes expiatórios”;
     
  • Considerando ao invés, que no nível superior da gestão nada alterou, e que as despesas injustificadas e as mordomias obscenas perduram, tudo continuando a correr normalmente, como se o Grupo CGD estivesse no melhor dos mundos;
     
  • Considerando que esta situação está a desenvolver no espírito dos trabalhadores um conjunto de sentimentos negativos, em que o medo, o desespero e a angústia se entrecruzam com o descontentamento e a revolta;

 

O Conselho Nacional do STEC, reunido no dia 11 de Abril de 2014, decide:


Condenar a dramática situação para onde os trabalhadores do Grupo CGD foram atirados, responsabilizando o Governo e a gestão direta das Empresas do Grupo pela situação criada, bem como pela incapacidade de a gerir e alterar;
 

Denunciar a tentativa de se pretender assacar aos trabalhadores da base e hierarquias mais próximas o ónus dos resultados financeiros negativos do Grupo CGD;


Evidenciar serem da responsabilidade da hierarquia superior as consequências das imparidades geradas em operações de risco elevado e dos resultados desastrosos verificados nas Empresas do Grupo no estrangeiro;


Apelar aos trabalhadores do Grupo CGD, para que não se deixem arrastar pelo medo e pelo fatalismo, para que acreditem na importância da sua força coletiva e no papel decisivo e determinante do seu trabalho;


Chamar a atenção para o significado das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril de 1974, acreditando, como há 40 anos, que é possível outro modo de vida, onde não caiba mais a exploração, a desumanidade, a injustiça e o egoísmo. Uma vida de libertação, de igualdade, uma vida em que se respeite o trabalho e condene a injustiça, uma vida de esperança e sonho num Portugal melhor.

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