Quinta-Feira, 23 de Novembro de 2017

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CORTES SALARIAIS E REVERSÕES - INJUSTIÇAS E DESIGUALDADES
2014-01-29
COMUNICADO 01

Os trabalhadores da CGD acabam de ser confrontados com mais um corte salarial. Desta vez ainda mais violento do que o tinha sido em 2013. E porquê?

  • Porque o Governo, com o Orçamento de Estado para 2014, assim o determinou!
  • Porque o Governo entende que o Grupo CGD deve ser tratado como função pública!
  • Porque o Governo não reconhece que o Grupo CGD atua num mercado concorrencial!
  • Porque o Governo “se esquece” que os nossos salários não dependem do Orçamento de Estado!

Ora, perante esta situação absurda e injusta, o que fez a Administração da CGD?

  • Intercedeu junto do Ministério das Finanças, procurando demonstrar que, desta forma, os trabalhadores da CGD seriam duplamente penalizados.

Em resultado disso, o Ministério das Finanças aceitou que os cortes fossem compensados, por uma reversão salarial, “financiada” pela Participação de Lucros de 2010, segundo os seus critérios de atribuição.
 

Como todos sabemos a aplicação dessa reversão salarial funcionou em 2013. Só que o O. E. 2014, veio exigir cortes muito mais duros:

 

  Remuneração Mensal

  Corte em 2013

  Corte em 2014

  De 675€ a 1.500 €

  Não teve corte

  Corte entre 2,5% e 8,4%

  De 1.500 a 2.000 €

  Corte de 3,5%

  Corte entre 8,4% e 12%

  De 2.000 a 4.165 €

  Corte entre 3,5% e 10%

  Corte de 12%

  Superior a 4.165 €

  Corte de 10%

  Corte de 12%

 

Neste quadro, muito diferente para pior, o que a Administração informou, foi ter conseguido junto do Ministério das Finanças, autorização para fazer o mesmo que em 2013!
 

O resultado está à vista! Face a um universo que quase duplicou em relação a 2013, a aplicação da reversão salarial... teve em 2014 efeitos bem diferentes, obviamente que para pior!


Face a esta situação, a Direção do STEC na reunião com a Administração manifestou o seu desacordo quanto à forma injusta da aplicação desta reversão e apresentou propostas que possam permitir de alguma forma atenuar os graves efeitos que os cortes salariais estão a provocar, nomeadamente:

  • Maior equidade na reversão dos cortes;
  • Desbloqueamento das promoções;
  • Pagamento do Abono para Falhas nos Subsídios de Férias e de Natal e no mês das Férias;
  • Apoios sociais aos trabalhadores com filhos em creches;
  • Valorização da função de Caixa Mais.

Apesar de não termos recebido respostas concretas, a reunião decorreu num ambiente construtivo e temos a perspetiva de que poderão vir a ser concretizadas algumas medidas positivas.


 

Dia 1 de Fevereiro – Sábado

Participa nas manifestações que se realizam em várias cidades, protestando contra a política de empobrecimento e que está a criar cada vez mais desigualdades e injustiças na sociedade portuguesa. 

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