Quinta-Feira, 23 de Novembro de 2017

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STEC
INFORMAÇÃO STEC
A ESTRATÉGIA DE DESTRUIÇÃO DA CGD
2012-10-11
COMUNICADO 12

Primeiro (1993), transformaram a CGD em Sociedade Anónima... retiraram-lhe o seu estatuto de sempre, de Instituição Nacional com capitais exclusivamente públicos, para a transformarem numa Sociedade Anónima, com estatuto privado mas ainda de capital totalmente público. A seguir:


- Retiraram-lhe os Depósitos Obrigatórios, com a óbvia intenção de enfraquecer a sua tesouraria e de distribuir este tipo de depósitos pelos bancos privados;


- Acabaram com as Casas de Crédito Popular, um serviço oficialmente cometido à CGD, que lhe permitia intervir no negócio de penhores e assim defender a população com mais dificuldades, das práticas de agiotagem das casas de penhores privadas;


- Começaram na CGD reestruturações, atrás de reestruturações… cujo efeito não se refletiu na qualidade dos serviços prestados junto dos clientes, nem na rentabilidade da Empresa, antes se traduziram num crescendo contínuo de cargos e encargos de Direção;


- Introduziram uma transformação do tecido social da CGD e da sua cultura, com a implementação das remunerações variáveis e das várias mordomias, de que a atribuição de viaturas topo de gama e cartões de crédito são os sinais mais visíveis. Desvalorizou-se a remuneração fixa, promovendo assim a divisão entre trabalhadores;


- Avançaram para a internacionalização da CGD, com a aquisição de Bancos em Espanha e no Brasil, sem uma avaliação prudente destes mercados o que se saldou, desde o início, em fortes prejuízos, ainda não totalmente contabilizados;


- Levaram o dinheiro do Fundo de Pensões, dizendo aos trabalhadores da CGD que era uma atitude patriótica e que estes passavam até a ser credores do Estado. Escreveram mesmo cartas em que era assumido o pagamento integral das suas pensões de reforma, 14 meses por ano, de acordo com os cálculos actuariais do montante total retirado;


- Iniciaram a prática de ir a reboque do que os Bancos Privados faziam, tanto nas agressivas e milionárias ações publicitárias e de marketing, como na introdução do pagamento de comissões pelos clientes, a par de tudo o que pudesse significar "apertar" com os trabalhadores;


- Deram cobertura a operações de risco que os privados recusavam, ou, pior ainda, começaram a conceder créditos vultuosos para estranhos negócios e sem acautelarem as garantias devidas;


- E as "histórias mal contadas" que não pararam de se suceder, tais como: as várias participações no capital do BCP, a entrada no capital da La Seda, o "negócio" com a família Fino, o financiamento à Brisa, a gestão forçada do BPN...que consumiram dinheiro atrás de dinheiro e que se saldaram em imparidades continuadas que sugam os lucros da CGD e que não se sabe quando vão terminar;


- E os oportunismos de várias pessoas que passaram por cargos de gestão na CGD, retirando-se com pensões vultuosas, às vezes apenas com alguns meses de funções na Empresa;


Tudo isto culmina no cenário que agora se perfila, primeiro com o anúncio da venda da Caixa Seguros e depois a Caixa Saúde, tudo “servido” com uma “mais que encomendada” campanha indecorosa, talhada a preceito, para “justificarem” a privatização da própria CGD!


Os mentores externos e as conivências internas que tiveram, levaram vinte anos a desenvolver a sua estratégia de destruição da CGD, agora parecem sentir-se já à vontade para a exibir publicamente.


Não o vamos permitir!

A CGD faz parte da memória coletiva dos portugueses, é um pilar da própria nacionalidade!
Privatizar a CGD é vender Portugal!


EM 2 de Novembro – GREVE no GRUPO CGD

-CONCENTRAÇÃO - 15Horas (Sede da CGD - Av.João XXI)
 


PARTICIPA!
INSCREVE-TE PARA O TRANSPORTE!



A Direção 
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