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SIZA DIZ QUE VÍTOR FERNANDES “NÃO PARTICIPOU NAS DECISÕES DE CRÉDITO” DA CGD, MAS DECISÃO DE IDONEIDADE CABE AOS SUPERVISORES
2021-02-10
ECO SAPO
Tiago Varzim
10 Fevereiro 2021
 
 
O ministro da Economia diz que o Governo está "muito confortável" com o convite dirigido a Vítor Fernandes para ser chairman do Banco de Fomento.
 
O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, confirmou e defendeu esta quarta-feira numa audição no Parlamento a escolha de Vítor Fernandes, que passou pela administração da Caixa e do Novo Banco, para ser o próximo chairman do Banco Português de Fomento (BPF). O ministro esclareceu que Vítor Fernandes não participou nas decisões de crédito da CGD que foram analisadas na comissão de inquérito e recorda que o gestor será alvo da avaliação dos supervisores quanto à sua idoneidade.
 
“O doutor Vítor Fernandes tem uma carreira inteira na banca“, começou por explicar Siza Vieira, relembrando logo que “a nomeação de titulares para órgãos do Banco de Fomento está sujeito a fit and proper e à verificação de idoneidade pelas autoridades de supervisão nacionais e europeias”. Atualmente a administração do BPF é provisória.

Quanto à passagem de Vítor Fernandes pela CGD, numa altura em que o banco público deu vários créditos problemáticos, um tema que tem vindo a ser questionado pelo BE e pelo PSD, Siza Vieira garantiu que o gestor, enquanto esteve na administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), “era responsável pelas áreas de marketing e operações e pelo acompanhamento do grupo de segurador Fidelidade” e, por isso, “não participou nas decisões de crédito que foram objeto de avaliação no âmbito da comissão parlamentar de inquérito”.
 
Mais tarde, o ministro da Economia manifestou a sua confiança de que as pessoas selecionadas são “profissionais” e “têm perfil” para o banco de fomento.
 
Esta terça-feira, também numa audição parlamentar, o ministro das Finanças, João Leão, assegurou tratar-se de alguém com um currículo “relevante”. Nessa audição a questão foi levantada por Mariana Mortágua que lembrou uma proposta do PS no âmbito da comissão de inquérito à Caixa, em 2019. Os socialistas pretendiam que constasse no relatório final a ideia de que “Maldonado Gonelha, Armando Vara, Celeste Cardona, Francisco Bandeira, Norberto Rosa e Vítor Fernandes tiveram intervenção direta nos créditos mais problemáticos”.
 
Na altura, o visado enviou um “direito de resposta” ao Parlamento: “Tal alusão e conclusão, no que a mim me diz respeito, está factualmente errada, já que não participava habitualmente nos conselhos alargados de crédito, uma vez que as minhas áreas de responsabilidade eram Seguros, Informática e Marketing, que nada tinham a ver com a concessão de crédito”, alegou.
 
Neste momento, Beatriz Freitas é a CEO do banco promocional, continuando no cargo após a fusão das instituições que levaram à criação do BPF Os nomes ainda vão ter de passar pelo crivo do Banco do Portugal e da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (Cresap) se o Executivo assim o entender. A instituição irá ter entre sete e 11 membros no conselho de administração.
 
 
(Notícia atualizada às 14h06 com mais informação)
 
 
 
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