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FITCH MANTÉM RATINGS DA BANCA NACIONAL COM PERSPETIVAS NEGATIVAS
2020-10-23
ECO SAPO
Alberto Teixeira
23 Outubro 2020
 
 
Agência de notação financeira manteve os ratings de Caixa, BCP, Santander Totta, BPI e Montepio. Todos os bancos estão sob perspetiva negativa.
 
A Fitch manteve os ratings da banca nacional, com Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, Santander Totta, BPI e Montepio a continuarem com um “outlook” negativo, o que significa que poderão ser algo de um “downgrade” nos próximos meses, segundo várias notas emitidas esta semana.
 
Santander Totta e BPI, detidos por grupos espanhóis, são os bancos que mantêm os ratings mais elevados na praça nacional. A Fitch atribui um rating de “BBB+” ao Santander Totta, enquanto o BPI surge um nível abaixo com um rating de “BBB”. A agência dá conta de que existe “uma elevada probabilidade” de os bancos contarem com ajuda das casas-mãe em caso de necessidade.
 
Já esta quinta-feira a Fitch manteve os ratings da CGD e do BCP. Ao banco público atribui uma notação de “BB”, um nível abaixo do patamar de “investimento de qualidade”. O rating do BCP está um nível abaixo: “BB”.
 
Em relação à CGD, a Fitch diz que o banco registou melhorias “significativas” na capitalização, eficiência operacional e na qualidade dos ativos, conferindo margem para enfrentar o impacto da crise pandémica em termos de redução da rentabilidade e aumento do risco do crédito. Em relação ao BCP, a agência destaca que o banco melhorou “significativamente” a qualidade dos ativos face a 2016, criando uma almofada capaz de absorver um aumento do crédito malparado em Portugal e na Polónia.
 
O Banco Montepio é quem apresenta o rating mais baixo de todos: “B-“. É considerado um investimento especulativo, com a Fitch a sublinhar a capacidade “limitada” do banco para fazer face a uma redução da rentabilidade, ao aumento dos riscos em torno da qualidade dos ativos e a uma potencial erosão “modesta” na posição de capital “já fraca” do banco.
 
Apesar das perspetivas de evolução negativas, a Fitch diz que os ratings dos bancos não estão “em risco imediato de downgrade”.

 
 
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