Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2020

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INFORMAÇÃO STEC
ATUAL POLÍTICA DE PESSOAL VISA DESTRUIR A CGD
2020-09-17
COMUNICADO 09
O ativo fundamental de uma Empresa é, inquestionavelmente, o seu capital humano. Donde se conclui, que qualquer Empresa se constrói, dinamiza e fortalece, consoante melhor defina e articule a sua política de pessoal.

A CGD, ao longo de sucessivas gerações e das múltiplas vicissitudes políticas que conheceu - monarquia, 1ª república, estado novo e, desde Abril de 1974, a democracia e a liberdade, sempre conseguiu criar, manter e transmitir entre todos os seus trabalhadores, uma cultura de respeito mútuo, dedicação e empenho, que lhe proporcionou um crescimento e uma imagem de competência e credibilidade, sem paralelo na restante banca.

Foi pela existência de uma sólida e coesa cultura própria, que a CGD alcançou e sustentou, durante mais de um século, a liderança da atividade bancária em Portugal.

Então porquê a decisão de esquecer agora esta cultura centenária e optar por uma política de pessoal que atropela regras e princípios? Que desorienta, confunde e desmotiva quem aqui trabalha? Que transforma os locais de trabalho em centros de experiência comportamental, onde campeia o livre arbítrio, o silêncio e o medo?

Será que isso constava do programa de reestruturação determinado por Bruxelas? Não! Então como explicar esta súbita e tão drástica alteração na política de pessoal da CGD?

Só há uma explicação – querem apagar, o mais rapidamente possível, a memória da CGD!

A CGD está a ser gravemente desfigurada junto dos clientes e dos trabalhadores

Apesar de estarmos conscientes da inevitabilidade da evolução digital na banca, a verdade é que essa evolução tem de ser pautada por equilíbrios, já que o ser humano não é uma máquina e não pode ser tratado como tal.

Na relação com os clientes, a CGD está autenticamente a deixar muitos ao abandono, apenas porque estes, na sua ligação à banca, não têm condições para pôr fim ao contacto presencial e optar pelas operações on-line. Mas a CGD não é um Banco público? Isso não lhe confere responsabilidades sociais únicas? Quem responde por isto?

Também a relação trabalhadores/gestão, degrada-se dia a dia, correndo um sério risco de atingir, a qualquer momento, o ponto de rutura, irresponsavelmente as hierarquias superiores ocultam e/ou desvalorizam esta realidade, transmitindo à gestão uma falsa e perigosa ideia de normalidade.
 
O STEC NÃO ACEITA ESTA SITUAÇÃO

Já encetámos um conjunto de ações de defesa dos trabalhadores, mostrando que não é destruindo a cultura da Empresa, recorrendo a práticas de assédio e a tropelias diversas desrespeitando os trabalhadores e as relações humanas, que se alcançam objetivos e se reforça a vitalidade da CGD!

É urgente na CGD uma política de Pessoal digna, que mereça esta classificação pelos trabalhadores, pois só estes poderão ser os verdadeiros júris no que toca à política de Recursos Humanos! São os trabalhadores que sentem, vivem e dedicam uma vida à Empresa!


SEMPRE NA DEFESA DOS TRABALHADORES E DA CGD!
                                                                                                                   
A Direção
 
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